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Aliado de Camilo defende enfrentamento e atuação da PF

Na base governista, a defesa das ações da gestão Camilo Santana norteiam o discurso de que o Estado não está inerte no combate à violência e que, assim como declarou o Chefe do Executivo, no último domingo, a situação “está sob controle”.

O deputado Audic Mota (PMDB), primeiro secretário da Assembleia Legislativa, pondera que “obviamente um evento como esse marca e chama atenção”, mas ressalta que é preciso reconhecer avanços.

“Um momento como esse é um momento, as vezes, de se chamar atenção, retomar, e mudar um pouco o curso do que vem ocorrendo. Nós não podemos deixar de reconhecer a forte ação que o governo do Estado vem fazendo com a contratação de inúmeros policiais, a implantação do Raio em diversos municípios do estado do Ceará”, ressalta.

Exemplo
Segundo ele, a implantação do Batalhão Raio é um dos exemplos de êxito das políticas adotadas pela gestão estadual. “Onde o Raio chegou, a segurança chegou. É uma experiência com resultados concretos no nosso Estado. Obviamente é um desafio levar o Raio a todos os municípios do interior. Mas, nós sabemos que o problema, principalmente, na Capital, onde o consumo e o tráfico de drogas são bem maiores, é um problema bem mais severo. Na Capital, o desafio é maior porque há, claramente, um conflito entre facções. Facções essas que não são cearenses. Essas facções são nacionais”.

Nova estratégia
Para Audic, depois de investir em equipamentos, o Estado deveria mudar de estratégia, partindo para o enfrentamento direto das facções criminosas. “O que deve servir em um momento como aquele, e aqui fica o registro de consternação com as famílias, é talvez para que esse problema seja o problema efetivo a ser combatido. Nós estamos muito ligados ao problema da estrutura. Fizemos isso: a Assembleia autorizou e o governo comprou viaturas e armamentos, contratou novos policiais, atendeu a tropa da polícia militar em praticamente tudo o que foi requerido. Agora, eu acho que chega a hora de mudar um pouco o curso da nossa atenção, acreditando que tudo o que foi feito foi importante para preparar esse novo momento. Um momento, talvez, mais delicado e difícil, mas é um momento de levantar esse debate. Como já havia sido feito em âmbito nacional e propor que o Ceará seja uma experiência no combate a esses males que, na verdade, hoje, criam esses status paralelos, principalmente nas comunidades mais pobres, e seja um momento de enfrentamento”, destacou.

PF
O parlamentar ainda defendeu a atuação da Polícia Federal no combate a atuação dos grupos criminosos. “Essas facções não são caseiras. Elas não são nem de Fortaleza, nem do Ceará. São facções nacionais, então, o desbaratamento, o acompanhamento do trabalho dessas facções têm que ser visto no âmbito nacional. Tem que haver uma integração entre as polícias. E quem é capaz de fazer isso? É a Polícia Federal. Que, obviamente, é quem tem estrutura e já tem o pessoal técnico e habilitado para fazer”, disse.

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