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Camilo chama críticos de “oportunistas de plantão”

A chacina que vitimou 14 pessoas em Fortaleza, no último sábado, “foi um evento selvagem, lamentável, inaceitável e todos que cometeram aquele crime irão para a cadeira”. A declaração foi feita pelo governador Camilo Santana, ontem, durante inauguração do projeto de videomonitoramento em Aracati, litoral Leste do Ceará.

Além de entregar o sistema, que conta com 17 câmeras dispostas por pontos estratégicos da cidade, o governador oficializou o início da operação do Batalhão de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio).

Na ocasião, Camilo subiu o tom e aproveitou o evento público, transmitido ao vivo por sua página oficial no Facebook, para, sem citar nomes, responder as várias críticas que o governo tem recebido na área da segurança.

“Nós já prendemos 11 [acusados de envolvimento da chacina do bairro Cajazeiras] e nós vamos prender todos que cometerem qualquer crime aqui no Estado do Ceará. Isso eu posso garantir. Todos os crimes que aconteceram ano passado, todos, hoje, estão na cadeia”, disparou o gestor.

Temer
Ainda durante discurso, ele relatou o pedido de apoio que fez ao presidente Michel Temer, em reunião na última terça-feira, em Brasília, para viabilizar o envio de grupo especializado da Polícia Federal, “que vai ajudar nas investigações e na identificação dos grandes mandantes das facções criminosas aqui no Estado”. “O Brasil paga um preço muito caro por falta de um plano na área de segurança pública”, ressaltou Camilo, que ainda completou afirmando que: “Todos os governos que passaram, e não foi só esse aí não, [todos os governos que passaram] não deram atenção devida a questão da violência e da segurança pública do nosso País”.

Responsável
Camilo também reafirmou o debate sobre a responsabilidade do Governo Federal para combater os avanços das organizações criminosas. “Eu vou dizer uma coisa para vocês, e disse isso ao presidente [Michel Temer], os estados não são responsáveis por combater o narcotráfico. A responsabilidade de combater o tráfico de drogas, de proteger as fronteiras do País contra a entrada de armas e drogas é do Governo Federal, não é nossa”, avaliou.

“Hoje, as facções criminosas tomaram conta do Brasil. Começaram lá no Rio de Janeiro e em São Paulo e se espalharam pelo Brasil inteiro. Eles têm dinheiro para contratar os melhores advogados. A gente prende aqui, mas a justiça manda soltar. Ano passado, mataram um policial civil aqui no Ceará. O criminoso tinha oito passagens pela polícia, já tinha matado dois, e tava solto”, indignou-se

Bloqueadores
Sobre o uso de bloqueadores de celular nos presídios, tema bastante recorrente entre os críticos de Camilo, o governador explicou que a lei, aprovada no Ceará, foi barrada pelo Supremo Tribunal Federal.

“Nós aprovamos aqui na Assembleia Legislativa, em 2016, uma lei que obrigava os presídios do Ceará a colocar o bloqueador de celular. Porque os bandidos ficam lá de dentro [das unidades prisionais] comandando o crime. Recebem comunicação de São Paulo e Rio e ficam comandando lá de dentro. A gente faz uma vistoria, hoje, e encontra 300 celulares lá dentro. Faz novamente, daqui a 15 dias, e encontra a mesma quantidade. E a única forma da gente resolver isso é bloqueando o sinal de celular. A Assembleia aprovou e sabe o que aconteceu?! O Supremo Tribunal Federal derrubou a lei do estado do Ceará, alegando que essa é uma atribuição do Governo Federal. Nós estamos lá pedindo que o Congresso aprove essa lei para que a gente possa implantar essa ação no Ceará”, esclareceu.

Oportunistas
O chefe do Executivo ainda elencou ações e citou números positivos da gestão na área da segurança, como os concursos para as polícias Civil e Militar, ressaltando que o Ceará é “o estado que mais faz investimentos públicos no Brasil”. “Portanto, quando os oportunistas de plantão se aproveitam dessa situação, da dor das pessoas, e ficam criticando o governo, eu digo: eu desafio, nesse País, ter um governo que tenha investido mais em segurança pública do que eu tenho feito aqui no Ceará”, enfatizou.

“Esse não é o momento de oportunismo. Esse é o momento do povo do Ceará se unir, das pessoas que amam esse Estado se unirem, defendendo o seu povo, independente de cor partidária”, concluiu Camilo.

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