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Deputado entra na Justiça contra fechamento de emergência do Hospital de Maracanaú

Deputado entra na Justiça contra fechamento de emergência do Hospital de Maracanaú. Foto: Máximo Moura

O deputado estadual Julinho (PDT) ingressou com um pedido liminar na Justiça do Ceará para impedir o encerramento dos atendimentos de urgência e de emergência do Hospital Municipal de Maracanaú João Elísio de Holanda, medida recentemente anunciada pela Prefeitura. O parlamentar deu entrada na ação popular na quarta-feira (10) na 2ª Vara Cível de Maracanaú contra o prefeito Firmo Camurça (PR).

Conforme o deputado, a gestão municipal pretende transferir os atendimentos para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Pajuçara, que ainda não foi entregue à população.

O parlamentar diz que um outdoor fixado na frente do Hospital Municipal informa que a mudança passa a vigorar a partir do próximo dia 23. “Essa UPA tão esperada deveria ser uma alternativa para desafogar a rede pública do município, hoje totalmente sobrecarregada. Deveria somar e não substituir o hospital”, defende Julinho.

Liminar
Julinho argumenta na liminar que o Hospital Municipal está localizado no centro da cidade e tem acesso mais fácil para o conjunto da população maracanauense, enquanto a UPA da Pajuçara fica a seis quilômetros de distância. O parlamentar afirma ainda que o Conselho Municipal de Saúde (Consam), que tem prerrogativas para opinar sobre a questão, não deliberou sobre o possível fechamento da emergência do hospital.

Protesto
A medida, segundo afirma, também motivou protestos da população na noite da última sexta-feira (5). “Há anos a população de Maracanaú aguarda a entrega dessa UPA com a esperança de ter a rede de saúde do município ampliada e, assim, menos lotada e com atendimento mais digno. Quando finalmente a inauguração do equipamento é anunciada, os maracanauenses são surpreendidos por esse duro golpe”, lamenta o deputado Julinho.

UPA
Ele pondera que a entrega da UPA da Pajuçara em nada desafogará a saúde pública de Maracanaú se a emergência do hospital municipal fechar. “Talvez até complique mais e, de quebra, nosso povo ainda perde uma alternativa de atendimento em localização central”, acrescenta.

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