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Eunício nega que aproximação com Camilo seja motivada por tentativa de “acordão” para 2018

Presidente do Senado, Eunício Oliveira, voltou a dizer que votará em Lula em 2018, caso o PMDB não tenha candidatura própria

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), rebateu a tese de que estaria se aproximando do governador Camilo Santana (PT) de olho em um acordo para as eleições do ano que vem. Durante encontro no município de Solonópoles, no último sábado (27), o peemedebista considerou que há “especulação” e “distorção” no episódio.

Nos bastidores, a informação é que Eunício busca apoio do governador para garantir mais um mandato de senador nas eleições de 2018. O “acordão”

“O PMDB tem uma posição muito forte em relação ao que quer para o Brasil, até pela força que tem. O problema é que tem muita especulação e, às vezes, são distorcidas. Não direi que farei aliança com partido A ou partido B. PMDB é democrático”, disse ele à imprensa ao chegar ao local do evento. Eunício afirmou ainda que, no atual momento, é “secundário” falar de aliança visando a disputa eleitoral. E acrescentou que “a divergência busca a convergência”.

Para o senador, a política não é compatível, com “oportunismo”, nem mesmo “interesse pessoal”. “Cada eleição é uma eleição. Inclusive, trabalhei para o fim das coligações que distorcem o interesse de um projeto”, salientou ele.

Sem aliança
Ainda durante o discurso, Eunício afirmou que o PMDB não possui nenhuma nova aliança, fazendo referência a possível aproximação com Camilo Santana. O senador, porém, explicou que o gestor estadual tem o procurado para destravar projetos de interesse do Estado. “Os outros dois senadores (José Pimentel e Tasso Jereisati), romperam com o Governo”, disse ele. “Não podemos fazer política com o fígado”, completou.

Lula
Sobre o ex-presidente Lula, Eunício afirmou que “podem falar o que quiser”, mas ao acompanhar, por exemplo, as obras de Transposição do Rio São Francisco ‘“tem que se reconhecer o trabalho do ex-presidente”, disse ele ao reafirmar que novamente “votará” em Lula para presidente da República. “Se não houver um entendimento nacional, se não houver uma aliança local que me obrigue diferente, eu sou eleitor do Lula”, ressaltou.

“Falarei em qualquer lugar do mundo, como falei a um repórter brasileiro na Rússia. Se meu partido não tiver candidato à presidente da República, se aliança não tiver obrigação de voto, eu voto naquele que fez pelo nordestino. Aquele que pensava no pobre. Não votarei na elite apenas por conveniência política”, argumentou Eunício, acrescentando faz política com “liberdade”.

“Livre”
No início da semana, o peemedebista já havia declarado voto em Lula. “Se tiver liberado, se [o voto] for livre, obviamente votarei no presidente Lula”, declarou Eunício. No Estado, PT e PMDB romperam oficialmente em março de 2016 antes da votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O peemedebista não comentou qual cargo disputará no pleito em 2018. Disse, apenas, que o julgamento final dependerá do povo cearense.

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