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Cresceu em 71% o número de casos de homicídio de crianças e jovens no Ceará, com idade entre 10 e 19 anos, no primeiro semestre de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do relatório epidemiológico desenvolvido pelo Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência (CCPHA), divulgado nesta segunda-feira (13), na Assembleia Legislativa.

Números mais atualizados do comitê revelam o assassinato de 709 jovens, registradas em todo o Ceará. Somente em Fortaleza, no mesmo período, 293 crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos foram assassinados. Em Maracanaú, foram 43 homicídios nesta faixa etária.

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O estudo mostra também o que o Índice de Homicídios do Ceará (IHA), que calcula o número de assassinatos em proporção à população, o Ceará é o estado mais violento do país, com 8,71 mortes de jovens para cada 100 mil habitantes.

Na capital, o caso mais recente foi registrado na madrugada desta segunda (13), quando quatro adolescentes foram assassinados após serem retirados por um grupo armado de dentro do Centro de Semiliberdade Mártir Francisca, no Bairro Sapiranga. Segundo o juiz Manoel Clístenes, titular da 5ª Vara da Infância e da Juventude de Fortaleza, o grupo invadiu o centro, retirou os internos e cometeu os assassinatos.

Ainda segundo o relatório, Fortaleza, Caucaia e Maracanaú estão entre as cidades mais violentas do país.

Ameaças

Segundo o juiz, os jovens haviam recebido ameaças de morte por membros de uma facção criminosa que atua no bairro onde o centro está localizado.

O titular da 5ª Vara da Infância e Juventude informou que diversos internos haviam relatado que poderia acontecer uma invasão. Segundo Clístenes, alguns internos que moravam em outros bairros precisaram ser liberados por não haver condições de permanência na unidade socioeducacional.

A Vara da Infância e da Juventude chegou a comunicar o caso à direção do centro, mas não foram tomadas ações para evitar um possível conflito, segundo o juiz.

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