in

Alunos da Escola Estadual Tenente Mário Lima, pedem ajuda para participar de olimpíada nacional

Os alunos da Escola Estadual Tenente Mário Lima, de Maracanaú, se classificaram pela quarta vez consecutiva para a fase final da 6ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). Cinco equipes da escola – cada uma com três alunos e o professor responsável – vão disputar a última etapa, que será realizada na Universidade Estadual de Campinas (SP), em 16 de agosto. Porém, a ida de todas as equipes para a cidade paulista ainda é incerta. Os grupos finalistas pedem ajuda financeira para custear a viagem.

Em 2011, com apenas uma equipe, os estudantes da escola conseguiram a medalha de ouro. Nos dois anos seguintes – com uma equipe em 2012 e duas em 2013 – ficaram entre os 300 melhores do País. De acordo com o professor Augusto Ridson, que vai acompanhar os cinco grupos, esse é o ano com mais equipes classificadas para a etapa final, e, consequentemente, o custo da viagem aumentou.

“Ao todo são 18 pessoas, 15 alunos e três professores. Estamos com dificuldades para arrecadar o dinheiro. A Prefeitura de Maracanaú comprou algumas passagens, mas ainda não recebemos. Se um aluno não puder ir, a equipe não pode participar. Faltam seis passagens e 15 hospedagens. A gente estipula um valor de R$ 5 mil para pagar o que falta”, diz o docente.

De acordo com Ridson, a escola recebe o apoio do Programa Ensino Médio Inovador e do Projeto Jovem de Futuro, de fundos federais e complemento estadual. Mas a verba destinada ao colégio de Maracanaú deve ser liberada depois de agosto, mês em que ocorrerá a fase final. “Nesse ano, a última etapa foi antecipada para agosto. Todo planejamento e o dinheiro que a escola receberia não vai receber a tempo por conta do adiantamento. O Estado não pode dar auxílio a mais de uma equipe”, explica Augusto.

Segundo a Secretaria da Educação (Seduc), o órgão só pode autorizar e apoiar a participação de alunos e professores que tenham projetos credenciados para apresentações em eventos nacionais e internacionais. Seguindo o critério, as diretrizes definem a participação de dois alunos e de um professor orientador, por projeto credenciado. Ainda conforme a Seduc, o projeto encaminhado pela escola foi atendido seguindo o fluxo normal e prazos corretos para viabilizar o apoio necessário para a participação na Olimpíada.

A equipe da aluna Beatriz Freitas, 17, se classificou pela primeira vez para a etapa final, após três anos competindo. “É uma batalha muito grande. Cada ano que passa, participando da Olimpíada, é uma emoção. Para o meu futuro já é uma ajuda. Eu quero ser historiadora. É um avanço no meu currículo”, conta a estudante.

 

Números
15 é o número de alunos da escola classificados para a etapa final da Olimpíada
R$ 5 mil é o quanto falta para custear a viagem das equipes até Campinas (SP)

 

 

Com informações do Jornal O Povo