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Delegado pedirá prisão preventiva de mãe acusada de matar filha

O delegado Vicente Ferreira, do 29º Distrito Policial, vai pedir, até quarta-feira (09), a prisão preventiva de Zácara de Moura, 23 anos, acusada de matar a própria filha, a garota Gabriela de Moura Carvalho, de apenas 7 anos.

Ela foi encontrada morta, na manhã de segunda-feira (07), com marcas de espancamento, na residência da tia, no bairro da Pajuçara, em Maracanaú. A mãe alegou que a menina havia morrido de dengue. De acordo com Ferreira, ela se comportou “friamente, como se nada tivesse acontecido”.

Vizinhos teriam escutado gritos da menina

Ferreira disse também que apurou com vizinhos da família relatos de agressão constante e gritos da menina.  Segundo o delegado, o corpo foi encontrado em estado de rigidez, com evidências de que a morte de Gabriela havia ocorrido há pelo menos doze horas.

O delegado reclamou ainda que o Samu de Maracanaú liberou o cadáver sem exame que comprovasse a causa da morte de Gabriela e, por isso, solicitou a Perícia Forense um laudo pericial.  A previsão é de que esse laudo seja emitido em até 30 dias.

A acusada, Zácara de Moura, foi ameaçada de linchamento tão logo circularam informações do suposto homicídio no bairro e, por isso, foi escoltada até o delegacia. Depois de liberada, ela seguiu até a casa de familiares em Fortaleza.

A mãe de Gabriela foi indiciada pelo titular do 29° DP por homicídio doloso, por motivo futil e executado de modo calculista. Caso seja considerada culpada ela pode pegar até 30 anos de prisão.

 

Mãe afirma que a filha morreu de dengue, mas a Perícia atestou marcas compatíveis com sinais de espancamento

Mistério envolve a morte da menina Gabriela de Moura Carvalho, 7 anos. Ela foi encontrada sem vida, na manhã de ontem, na residência da tia, na Rua Raimundo José da Silva, 488, no distrito de Pajuçara, em Maracanaú. A princípio, a família informou à Polícia que a criança havia morrido de dengue.

Policiais militares, do Ronda do Quarteirão (RD-1095), compareceram à residência para informar os familiares que a Polícia não intervinha em casos de morte de causas naturais, entretanto, observaram marcas no pescoço e abdome da menina compatíveis com agressão física e acionaram a Coordenadoria de Criminalística (CC) da Perícia Forense do Ceará (Pefoce). O titular do 29º DP (Pajuçara), delegado , Vicente Ferreira, também foi à residência e constatou que a informação passada pelos policiais era procedente.

Ninguém da família da criança quis falar sobre o caso. A perita Sônia Silva constatou a existência de hematomas no pescoço e região abdominal de Gabriela de Moura. Zácara de Moura, 23, mãe de Gabriela, disse que batia na filha, mas nunca chegou a espancá-la. “Ela me respondia e eu dava umas ´lapadinhas´, mas era de leve”, defendeu-se. Os policiais estranharam o fato de a mulher não chorar a perda da filha, mas ao falar com a Reportagem, ela chorou e disse que estava sob efeito de calmante.

Medo

Na delegacia, Zácara de Moura confirmou a versão apresentada à Reportagem. O delegado Vicente Ferreira a ouviu em depoimento e em seguida a liberou, para que tomasse as providências relativas ao enterro da filha. A mulher foi levada para outra casa da família, tendo em vista que os parentes temiam que os vizinhos tentassem fazer justiça com as próprias mãos, apesar de ainda só haver suspeita de que a criança foi assassinada.

Ao deixar o 29ºDP, Zácara se comprometeu a permanecer em Maracanaú e prestar todos os esclarecimentos sobre o caso. Ela morava no Distrito Federal, mas há um mês, retornou.

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