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Justiça não acata pedido de Carlos Bandeira para retomar o cargo de vice-prefeito de Maracanaú

O Tribunal de Justiça do Ceará, através da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) não acatou o pedido de Carlos Bandeira para retornar ao cargo de vice-prefeito de Maracanaú. Ele é acusado de integrar grupo responsável por crimes contra a administração pública local.

Conforme os autos do processo, entre os anos de 2007 e 2013, ele, que já ocupou o cargo de secretário de Infraestrutura, teria atuado com outras seis pessoas em fraudes de licitações no município. Durante o período, quatro empresas foram favorecidas com informações privilegiadas sobre os processos licitatórios, que envolviam execução de obras e locação de máquinas e equipamentos, movimentando mais de R$ 40 milhões.

Além da fraude, as ações do grupo envolveriam peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Em 19 de fevereiro deste ano, o juiz Antônio Jurandy Porto Rosa Júnior, da 1ª Vara Criminal de Maracanaú, expediu, a pedido do Ministério Público do Ceará (MP/CE), mandados de busca e apreensão e de prisão temporária dos envolvidos.

Carlos Bandeira foi preso em 21 de março, ao se apresentar voluntariamente. No dia 11 de abril, o Juízo do referido Município substituiu a prisão preventiva dele por medidas cautelares. Na ocasião, o juiz determinou que ele não poderia se comunicar com os demais investigados, também foi afastado do cargo e teve seus bens indisponibilizados.

De acordo com denúncia do MP, quatro empresas de construção – Cacique, Alves Oliveira, R. Schuch e J. Filho – combinavam para se beneficiar de licitações em Maracanaú e que em alguns casos as empresas passavam por mudanças para se adequar aos termos de determinadas licitações antes mesmo que os certames fossem divulgados. Para o MP, Carlos Bandeira seria o chefe do esquema.

Com informações do site Ceará Agora