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Polícia Militar será reestruturada

Quadros serão redimensionados e redistribuídos em todo o Estado. A nova estrutura nasce sob a promessa de redução da violência

Mais que triplicará de tamanho o organograma da Polícia Militar cearense se uma proposta do Governo do Estado for aprovada pela Assembleia Legislativa. A mensagem chegou à Presidência da Casa Parlamentar ontem e começa a tramitar hoje, indicando a criação de 15 batalhões, 37 companhias, três esquadrões, dois comandos, duas coordenadorias e um regimento na Capital e Interior. Ao todo, são 60 novas estruturas. Hoje, existem 31. (Veja o que muda no quadro ao lado)

O incremento imediato de tropas, entretanto, não acontecerá. A promessa é de 3 mil homens serem incorporados até 2014 (o último ano de gestão do governador Cid Gomes). Hoje, o efetivo é de 15.100 pessoas, sendo 12.400 em atuação e 2.700 afastadas.

Segundo o comandante geral da PM, coronel Werisleik Matias, a reestruturação facilitará o trabalho da Polícia. “Vamos redimensionar áreas, remodelar ações e realocar o efetivo existente. Isso significa o desmembramento de ações, mais locais para alocar oficiais…Surgem vagas…É a maneira que a instituição tem de dizer que chegou à modernidade”.

Tão logo o Legislativo aprove a matéria e ela seja publicada no Diário Oficial do Estado, Werisleik projeta o início das mudanças. Algo previsto para, no máximo, outubro deste ano – conforme O POVO apurou.

A ideia é reduzir algumas áreas de cobertura policial e ampliar outras. “A Companhia de Brejo Santo cobria 12 municípios. Vamos diminuir a área de cobertura e manter o número de efetivo. Brejo Santo vai cobrir seis cidades e continuar com o mesmo efetivo”, explica.

Ele não soube mensurar o impacto da medida nos cofres públicos. Tampouco projetar em quanto tempo tudo será executado. Afirmou apenas que serão melhorias sentidas pelos próximos 30 anos.

Ontem, a Secretaria da Segurança Pública classificou a nova Lei de Organização Básica da PM de “a maior reestruturação da história” da corporação. “A tendência é diminuirmos os índices de violência. Vamos tentar o mais rápido, mas é algo paulatino e não do dia para a noite”, ponderou o comandante geral.

O Povo

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