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“Aqui não! Comigo não!”: Ciro rejeita aliança com PMDB e acusa “traidores”

“Aqui não! Comigo não!”: Ciro rejeita aliança com PMDB e acusa “traidores”

“Espertalhões da política, que já deviam se acomodar, que deveriam se aposentar, exploram a boa fé do Camilo para planejar, traindo pelas costas, enfiando um punhal nas costas dele. Mas, antes que chegue este punhal, estaremos ao seu redor”.

Foi com essa declaração que o pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes, trouxe para diante dos holofotes o que, até então, estava restrito aos bastidores. A aproximação de adversários ao grupo tem gerado mal estar.

Embora tenha evitado falar diretamente do seu ex-aliado, o senador Tasso Jereissati (PSDB) em discurso aos militantes, Ciro deixou claro que não há acordo eleitoral nem com o tucano e nem com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB).

Tasso
Após o discurso, em entrevista à imprensa, o ex-ministro disse que o ninho tucano dá sustentação política ao governo Temer e depois fica “se fazendo” de oposição. “É uma contradição muito grave. O PSDB é quem sustenta o governo Temer, enquanto o Tasso [Jereissati] faz um discurso contra, mas manda no Banco do Nordeste, manda nas repartições, tá com tráfico de influência em tudo e fica segurando o dinheiro do Ceará e tem um secretário dentro do governo do Camilo. Como é que fica isso?”, questionou ele.

“Traidor”
Ciro foi mais além: “quem participa do governo e depois vem contra, não passa de traidor”.

“Acordão”
Questionado se acredita no acordo envolvendo Tasso, Eunício e Camilo para as eleições de 2018, o ex-ministro foi direto: “Aqui não! Comigo não!”.

Projetos
Ciro disse, ainda, que não é momento para discutir aliança, mas, sim, de “firmar a identidade de cada projeto”. No palanque, Ciro defendeu a política, embora compreenda a descrença da população diante os inúmeros escândalos de corrupção. E, por isso, segundo ele, tem sustentado ser preciso “clareza” e “humildade”, além de “proposta clara no sentido moral superior”, para desfazer a indignação da sociedade.

Segurança
Em boa parte do discurso, Ciro focou na segurança pública e criticou o que chamou de “discurso demagógico que surge diante da matéria podre” e a “impotência do estado nacional” diante da violência. Ele afirmou também que “não dá para fazer milagres, quando uma facção criminosa já está presa e a Justiça permite que este vagabundos possam falar ao celular, dando ordem pra matar, roubar e aterrorizar o povo”.

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