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Ex-policial militar suspeito de vender armas para criminosos é preso em Maracanaú

Um ex-policial militar foi preso em flagrante nesta quarta-feira (25) suspeito articular um esquema de venda de armas para criminosos em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza. Segundo o titular da delegacia da Polícia Civil de Maracanaú, Dionísio Amaral, as investigações apontaram para a entrega de um carregador de pistola a mulher de um detento.

“Nós fizemos um acompanhamento e no momento em que ele entregou o carregador para a mulher nós abordamos os dois e encontramos apenas um carregador de pistola calibre ponto 40. Depois disso, fomos até o endereço dele e fizemos uma busca no veículo que estava na garagem, onde encontramos uma arma escondida em um espaço atrás do porta-luvas que poderia ser usado para ele guardar armas em eventuais abordagens”, afirma o delegado.

Ainda de acordo com o delegado, a arma encontrada tinha numeração raspada. “Possivelmente, pode ter sido roubada de algum vigilante ou policial”, diz Amaral. O revólver foi encomendado por um presidiário que responde por dois homicídios, tráfico de drogas e assaltos, segundo o policial.

Suspeito atuou como PM por quatro anos
O delegado explicou também que o suspeito de fornecer as armas trabalhou durante quatro anos como policial militar após entrar na Justiça para ser aprovado no concurso para o cargo, mas a liminar foi derrubada há um ano.

As armas eram vendidas a preços que variam de R$ 2.500 a R$ 3.000 reais. Em depoimento, o ex-policial não revelou como conseguia ter acesso aos revólveres. “Há possibilidade de que a retirada dessa arma tenha sido motivada por latrocínio. Temos algumas informações, mas vamos manter em sigilo para não atrapalhar as investigações”, explica o delegado.

Após a prisão em flagrante, o ex-policial foi levado para a delegacia metropolitana de Maracanaú e deve ser transferido para a delegacia da área onde foi preso, no Bairro Henrique Jorge, em Fortaleza. A mulher também foi presa e levada para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa. “Vamos encaminhar a informação ao setor de investigação social para que o ex-policial preste todas essas informações ao órgão”, completa Amaral.

Do G1 Ceará